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domingo, 1 de janeiro de 2012

Modelos de casas para construir

 O sonho da casa própria. A palavra sonho é ainda mais enfatizada se o desejo é de uma casa mesmo, não de um apartamento. Aqui no Rio ainda é possível comprar terrenos para construir em bairros da zona oeste, como Recreio e Vargem Grande. Mas já estão escassos, a cidade já não tem mais para onde crescer. Na Barra se encontra alguns condomínios luxuosos, onde moram apresentadores de televisão e jogadores de futebol. No final da Barra e mais no Recreio, especificamente, existem alguns condomínios de casas de classe média. O curioso é que são todas iguais, parecem um pombal. É o jeito classe média de poder comprar casa hoje em dia. As casas são meia boca, mas nada baratas, ainda que se diga que são de classe média.

Eu tenho visto muitas casas geminadas e quase geminadas de tão perto que ficam umas das outras. No interior do estado são mas no estilo colonial, ou em estilo "conjunto habitacional da CEF" :P. No Rio, em bairros nobres é "estilo Brezinski". Brezinski não é estilo arquitetônico, mas é o nome de um arquiteto. Fui catar no Google quem é esse sujeito, mas não descobri muito. Parece que o tal arquiteto é atual, contemporâneo, do Rio mesmo. As casas nesse estilo parecem as de subúrbio americano, mas bem simplificadas, com 1/5 do tamanho e com materiais baratos. Algumas são tão pequenas que parecem de bonecas. Não dá nem para fugir disso, já vi convenções de condomínio que exigem que a casa seja construída no estilo Brezinszki, pasmem. Os condomínios mais luxuosos também têm casas Brezinszki, a diferença é que elas são maiores. Brezinski me parece ser o fast fashion arquitetônico :P.


Brezinzki classe média/pombal


Brezinski de rico ¬¬


Triste. Mas o sonho pode ser realizado numa cidadezinha do interior, praia ou montanha. Para isso, descobri um site bem legal, chamado Eplans. Ele dá alguns modelos de casas, você diz quantos quartos, banheiros, etc quer e ele te dá uma ideia de quanto custa para construir. Essa parte não serve muito para a gente, pois é em dólar, mas o site traz plantas de casas lindas, dos mais diversos estilos arquitetônicos. Olhem as plantas da casinha estilo holandesa do início do post:

Muito mais fofinha. Estou apaixonada por essa vitoriana daqui. Tem até ideias de decoração para os cômodos. Como não ganhei na Mega Sena da Virada, não vai rolar, :P

Eu não entendo essas modinhas de arquitetura cariocas. Em edifícios também rola uma ondinha de pedra bege com vidros verdes. Esses caras não gostam muito de diversidade não, :P

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Galochas!


Eu adoro galochas! Suspeito que a maior parte das pessoas não gosta, acha cafona. Acredito que pouquíssimos objetos sejam cafonas por si só, fora de contexto. Não vejo problema nenhum, até gosto de calçados (inclusive botas!) e meia-calça brancas, e até acho que dê para usar pochete dependendo do formato. De qualquer forma, as pessoas não estão mesmo acostumadas com essas coisas, todo mundo me olha de modo esquisito quando estou de galochas. Não me incomoda, pois além de realmente gostar delas, da liberdade que elas dão, são objeto indispensável de sobrevivência no verão de temporais carioca.

Para quem nunca esteve em terras cariocas no verão, afirmo que chove muito e sempre foi assim. Com a absoluta falta de educação da população, que joga lixo na rua e entope os bueiros, além da falta de vontade política, qualquer chuvinha transforma a cidade num caos. É sério. Tudo para, as pessoas ficam ilhadas, ocorrem desabamentos e mais desabamentos e as ruas se transformam em rios caudalosos imundos. Portanto a necessidade das galochas.

Praticamente, só vi galochas chinesas no mercado brasileiro, :/. Tenho uma que comprei na Cavalera, mas suspeito que seja chinesa, pois é daquele modelão preto genérico, sem marca, e surgiu bem durante uma das mega catástrofes que sempre acometem a cidade no verão. A minha preferida é uma da Crocs, levíssima, super confortável e bonita, diferentemente dos calçados tradicionais da marca. Infelizmente é chinesa. A Melissa poderia explorar essa filão, até hoje só vi uma galocha dela, que era bem feia. Cheguei a experimentá-la, já que era brasileira e estava na promoção, mas me machucou :(. Outro dia vi uma muito fofa no site da Santa Lolla, mas não tem para vender em nenhuma loja :(. Pelo que uma vendedora me informou (do Barrashopping, super simpática), as lojas são franqueadas e não vendem todos os produtos no site. Já a vendedora da loja do Rio Sul era um nojo e guando perguntei se tinha galocha ela fez cara de espanto. Suspeito que ela nunca tenha escutado essa palavra ¬¬.

Já no exterior é bem mais fácil achar galochas fofas e não-chinesas. Claro. Descobri uma marca francesa bem tradicional chamada Aigle. As galochas não são muito estilosas, mas são francesas, o que conta alguns pontos. Nunca morri de amores pela britânica Hunter, queridinha de famosos em festivais de música, pois tenho uma automática aversão ao hype à primeira vista e elas são feiosas. E agora elas são made in China também, me chamam menos atenção ainda.

As roxinhas que ilustram o post são da também britânica Joules. Amei! Não sei onde são fabricadas, mas fiquei com vontade de botar um lacinho na minha preta, :P.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Feira da Providência


Para quem não conhece, a Feira da Providência é um evento bastante tradicional aqui do Rio, que acontece há 50 anos, todos os anos e é promovido pelo Banco da Providência, ligado à Igreja. É tipo uma mega quermesse. A ideia original era a de promover um bazar destinado a arrecadar recursos para a caridade com produtos típicos de diversos países, doados pelos mesmos, bem como de estados brasileiros. 

Até alguns anos atrás era isso que ocorria. Trabalhavam nas barraquinhas estrangeiros e descendentes e dava para comprar importados por um precinho camarada e, de quebra, você ajudava os pobres. A barraca da França sempre foi uma das mais concorridas. Lembro-me que, desde criança, via as moças louras de olhos claros, muito simpáticas, que mal falavam o português vendendo perfumes. Na época em que não havia importação era o máximo. Havia também na França uma seção imensa de queijos e vinhos. A Inglaterra trazia biscoitos amanteigados e chás. A Bélgica vinha com chocolate! Ah, bons tempos!

A última vez que a Bélgica esteve na Feira foi em 2006, acredito. Gastei uns R$ 100 em chocolates :). No ano seguinte, que decepção, ela não veio. E assim foi decaindo a Feira ao longo dos anos, acredito eu, que em razão da crise financeira. Os países não doam mais mercadorias. Os espaços são alugados para quem quiser dar uma cara temática à barraca. O lucro da barraca é do comerciante, a caridade é feita com o valor cobrado pelo aluguel. Na barraca da França não há mais francesas. É uma perfumaria brasileira normal, que vende produtos tão caros quanto os das lojas. Os produtos apreendidos pela Receita Federal, que são colocados à venda são ainda mais caros que os do mercado! Mesmo com a decadência, resolvi ir de novo esse ano.

Fui direto para a Áustria, uma das minhas preferidas. Ela sempre traz bijouterias com cristais Swarovski e os preços são ótimos. De uns anos para cá as bijouterias andavam meio feias, então quando vi a fila homérica, desanimei. Liechtenstein, que estava vindo com coisas lindas, infelizmente não comparece há uns 2 anos. Fiquei feliz então quando vi coisinhas maravilhosas na Rep. Tcheca e na Bulgária, novidades desse ano.

Tenho cabelo fino e ralo, então prefiro piranhas de cabelo pequenas e que prendam bem, o que não é fácil achar. Até que vi essas lindas de metal aí de foto ao preço de 2 por R$ 5,00. Comprei na barraca da Rep. Tcheca. Na Bulgária comprei os braceletes de metal. R$ 15,00. Amei, achei tudo lindo, com cara vintage e design art nouveau, uma das minhas estéticas preferidas. Ah, a Feira valeu por essas novidades, pensei.

Estava felicíssima, até que fui ontem numa loja tipo bazar geral comprar um cortador de batatas. Numa parede dela ficam umas quinquilharias chinesas. Adivinhe o que estavam lá? As mini piranhas... Pois é! Eu crente-crente que tinha feito comprinhas ótimas, de bijuterias com cristais tchecos, com estética art nouveau e preços fantásticos e me deparo com aquilo! Que engodo!!! É tudo chinês!!!! Que decepção. :(

A Feira é o retrato do mundo. Agora mais do que nunca. :(

domingo, 20 de novembro de 2011

Personalize sua bicicleta


Li no O Globo de hoje que existe uma lojinha carioca que faz bicicletas personalizadas. É a Olé Bikes. São todas fofas, em estilo retrô. Você escolhe a cor dos pneus, o modelo do banco, se tem cestinha, garupa. A mais básica sai por R$ 900. Eu simulei a que gostaria de ter no site. Sairia por R$ 2.138,00, :P É, eu sempre gosto do mais caro...


Amei a leveza que dá no design desse pneu marrom! Não tanto quanto o branco, mas pelo menos ele não aparece tão encardido. Fora a cor do pneu, o resto dá pra personalizar por conta própria aquela sua bicicleta velha que tá encostada na garagem ou no quarto de empregada. Dá para pintar cada pedaço de uma cor, em color blocking, fazer degradê, passar aquela tinta que brilha no escuro... Nem dá muito trabalho, fora que é divertido o processo criativo. Desde que eu descobri as latinhas de tinta em spray já pintei e renovei vários objetos. E o melhor de tudo é que você vai ter algo com a sua cara, diferente de todo o resto. É ou não um luxo? ;)

sábado, 12 de novembro de 2011

Guia não-oficial sobre o Rio de Janeiro

 Foto: Google

Vinha reparando que vários blogs davam dicas sobre São Paulo, especialmente sobre compras no Bom Retiro, Nova York, Paris, mas quase nenhum falava do Rio de Janeiro. Resolvi então falar um pouquinho sobre a cidade. Até as Olimpíadas certamente irão despejar elogios sobre a Cidade Maravilhosa. Com isso, muito turista pode entrar pelo cano. Minha visão é certamente diferente da maioria, já que não sou a carioca tradicional. Não gosto de samba, calor, Carnaval e sou muito exigente com praias. Por isso afirmei no título que seria um guia não-oficial, um lado B, digamos assim.

Regiões da Cidade

Centro

Como em quase todo lugar, foi onde a cidade surgiu. Logo, é lá que você vai encontrar prédios históricos, museus e muita muvuca! Diferentemente de São Paulo, aqui no Rio o centro engloba tanto a parte histórica quanto sedes de empresa, escritórios, prefeitura, tribunais, etc. De uns anos para cá alguns escritórios foram para a Barra e alguns bairros da Zona Sul, mas a maioria ainda está no centro. É por isso que o trânsito é insuportável, todo mundo vai para o mesmo lugar e sai do mesmo lugar ao mesmo tempo. Atitude nada inteligente :P

É no centro que também estão localizados o Sambódromo (irc!), a Central do Brasil (sabe aquele filme?), a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont. Fazem parte da região central alguns bairros mega underground e esquisitos, como Saúde, Gamboa, Santo Cristo, não recomendo :P. A Prefeitura está querendo dar uma cara nova à região da Praça Mauá e do Cais do Porto, onde estão sendo realizados atualmente os desfiles do Fashion Rio. Acredito que queiram fazer tipo Puerto Madero, em Buenos Aires. Pois se eles conseguirem, vai demorar muito, aquilo ali é horrível, deserto e cheio de gente mal encarada. Não circule por lá. Ainda não.

Ainda tem a Lapa! É a zona boêmia, dos malandros e sambistas. Era cheia de prostitutas e mendigos. Ainda é um pouco, mas deu uma boa revitalizada. Apesar de ser reduto do samba, é um dos raros lugares da cidade, pasme, que dá para ouvir rock. No Rio, Rock e Blues. Não dê mole ao andar por lá à noite.

O que é legal no Centro? O Theatro Municipal, agora que acabaram de reformar, está lindíssimo! Fica numa praça vulgarmente conhecida como Cinelândia, pois existiam muitos cinemas ali antigamente. Entrou em decadência e é comum a circulação de mendigos e batedores de carteira. Preste atenção! Ali pertinho também tem o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Há exposições interessantes com frequência no Centro Cultural Banco do Brasil e Centro Cultural da Justiça Federal.

Há a famosa Confeitaria Colombo, centenária, lindíssima, mas com comidinhas mais ou menos. Nada de mais, sabe? Ela é bonitinha, mas ordinária. Ou melhor, lindíssima, mas ordinária. A igualmente centenária e igualmente ordinária Cavé, outra confeitaria, fica por perto. Mais centenários: Bar Luiz na Rua da Carioca (onde existem várias lojinhas de instrumentos musicais).

Ah, claro, o SAARA! É uma muvuquinha de ruelas, a maioria só de pedestres, com comércio popular. É a 25 de março carioca. A região foi, historicamente, formada por árabes e judeus que viviam na maior paz, mas hoje em dia, quase tudo pertence aos chineses :( É pra sair fuçando e se embrenhando nas lojas. Algumas que recomendo: Kacy (produtos bons de bijuteria para montar, serviço péssimo), Casa Azevedo (montagem de bijuterias), Casa das Essências, Reduto das Essências, Balisun (roupas indianas e de praia) na Rua Senhor dos Passos. Caçula (artesanato em geral), Altero (metais para bolsas, cintos, etc) e Mania de Beleza (cosméticos), na Rua Buenos Aires, Casa Pedro (especiarias).

Zona Sul

É a região nobre da cidade e onde você, provavelmente, vai se hospedar. Mas os bairros são bem diferenciados, dá para dividir a zona sul em duas ou três regiões distintas. A parte mais antiga é a formada pelos bairros Flamengo, Laranjeiras, Catete, Cosme Velho, Botafogo. Então geralmente a arquitetura é de prédios mais antigos e/ou decadentes, embora esteja acontecendo um boom imobiliário em Botafogo com prédios novos. Com a ascensão de Copacabana nos anos 50, (todo mundo queria morar lá, era o máximo) esses bairros foram ficando mais underground. Quem mora lá hoje é a classe média, alguns artistas do tipo não-Global e alternativos em geral. Ah, existem algumas mansões escondidas no Cosme Velho, então alguns ricos velhos ainda moram lá. É no Cosme Velho que se pega o bondinho para ir ao Cristo. Fora isso e alguns prédios históricos e museus, não é uma região muito turística. Em Botafogo existem bons shoppings, falo mais sobre eles depois. Santa Teresa, não sei ao certo se fica na região central ou na Zona Sul. Possui muitas construções históricas e um restaurante de alta gastronomia que dizem ser excelente, o Térèze. Mas desde pequena que eu sou ouço falar que quem vai lá tem 90% de chances de ser assaltado. Então eu não conheço. :/ Eu sei que ele é bem underground.

A parte mais badalada da cidade é a formada por Copacabana, Ipanema e Leblon. Copacabana é o caos!!!  O bairro já teve sua fase áurea, mas hoje tá muito decadente. Tem gente demais, as ruas são empestiadas de camelôs, a orla é cheia de ambulantes enchendo o saco dos turistas (dá pena) tentando vender camisa da seleção e outros badulaques, há pedintes, de noite se vê muitas prostitutas circulando, inferninhos, shows de strip tease etc. Por isso não sugiro que se hospede por lá, a não ser que você tenha dinheiro para ficar no Copacabana Palace :P Também não quero dizer que você não deve ir à Copacabana. É interessante passar de carro pela orla, que é bonita ou até mesmo tomar um café na filial da Confeitaria Colombo que fica no Forte de Copacabana. A praia é muito muvucal, cheia de farofeiros (aka aquelas pessoas sem noção que berram, fazem escarcel, buraco na areia com canga em cima para alguém cair, "bife à milanesa", comem frango com farofa e maionese da areia, etc). Só gringo vai, não conheço ninguém que vá nessa praia. É lá que cafetões levam catálogos de prostitutas para os turistas encolherem quem vão pegar, :P. Exatamente por ser muvucal, Copacabana tem de tudo e é boa para compras, mas tem que ter paciência e pesquisar, não recomendo para quem visita o Rio pela primeira vez. O bairro é bem eclético, há ricos que moram na Avenida Atlântica, prostitutas que vivem em conjugados a poucos metros e muitos idosos (acredito que sejam os remanescentes da época áurea). Pensando bem, Copacabana é a cara do Rio!

Com o início da decadência de Copacabana, os ricos foram para Ipanema. Se eu fosse turista, me hospedaria nesse bairro. É bem mais tranquilo que Copacabana e possui um comércio muito bom ao longo da Rua Visconde de Pirajá, a principal de Ipanema. Se possível, ande à pé por ela e fuce as várias galerias que existem ao seu longo, como Ipanema 2000. Não vá de carro, os estacionamentos são caríssimos! A Rua Aníbal de Mendonça é gay friendly, inclusive a parte dela que dá na praia é onde os gays gostam de ficar, há várias bandeiras de arco-íris. Já a Garcia d'Ávila é meio metida à besta, com algumas grifes. É a Haddock Lobo carioca. Aliás, boa parte das pessoas de Ipanema é metidinha, meio bon chic bon genre, mas o bairro é agradável, de um modo geral. Alguns moradores e associação de bairro estavam reclamando horrores da estação de metrô que o governo quer colocar na praça N. S. da Paz, a mais central de Ipanema. O motivo obscuro é porque isso facilita que o povão do subúrbio invada a praia nos finais de semana, vejam só. A Feira Hippie que tem domingo na praça General Osório é tourist trap total, só tem uns cacarecos inúteis, tipo passarinho entalhado na pedra. Os pubs são bons (Shenanigans e Lord Jim), mas o público é quase todo de gringos. O posto 9 na praia é o mais famosinho, descolado e jubilado pela mídia. É porque é ali onde se puxa fumo. Isso eles não dizem, né? :P

Leblon era, até alguns anos o melhor bairro da cidade. Parecido com Ipanema, que ainda era o mais badalado, só que mais residencial, com cara de subúrbio de antigamente, no bom sentido, de modo que se conhecia o padeiro, o gerente do supermercado, etc. Depois das novelas de Manoel Carlos, ficou hype e foi o fim. Virou bairro de pseudo intelectuais, pseudo celebridades e outros pseudos. O ambiente hoje é mais insuportável que de Ipanema, todo mundo quer ir para lá para aparecer. Quer ver Global? Vá para a Rua Dias Ferreira comer no Sushi Leblon ou no Celeiro. O preço dos imóveis está surreal (o da cidade toda, mas no Leblon mais ainda) o que leva a algumas lojas fecharem as portas de descaracterizar o bairro. Não vá à praia lá, é poluída. Os edifícios jogam esgoto sem tratamento, na surdina, no canal na Visconde de Albuquerque, que dá direto na praia, ali perto do Mirante, na subida da Niemeyer. O que aproveitar? Restaurantes Zuka (também tem no Barrashopping), Nam Thai, Casa do Alemão (também tem na Barra, o sanduíche de lombinho, croquete de carne e mil folhas são imperdíveis!) e bolinho de camarão com Catupiry do Bracarense.

Outros bairros legais da Zona Sul são a Lagoa, onde fica a lagoa Rodrigo de Freitas, o Jardim Botânico e a Gávea. É legal dar uma volta na lagoa se estiver sol, mas não mergulhe nela, é poluída. O Jardim Botânico, como o nome indica, é o bairro onde tem o Jardim Botânico. Vale a pena, é bem agradável. Na Gávea, na parte que fica perto do Jóquei, chamada de Baixo Gávea, existem alguns botecos badalados. Mas o clima não me agrada, as pessoas vão só para beberem cerveja e se mostrarem, principalmente. Aquela balela de ver e ser visto, aff. Muitas pessoas gostam de subir a Pedra da Gávea para apreciar a vista e/ou pular de asa delta. Para fazer a trilha tem que ter preparo físico, não é fácil. São Conrado é o corredor que liga a Zona Sul à Barra. Lá tem, basicamente, a favela da Rocinha, alguns prédios e casas de classes média-alta e alta, 2 campos de golfe e o Fashion Mall. Só. Ah, a praia também é poluída.

Zona Norte

É composta de bairros tradicionais como Andaraí, Grajaú, Vila Isabel, São Cristóvão e Tijuca.  A região foi um antigo reduto de sambistas, Noel Rosa morava em Vila Isabel, por exemplo. O Maracanã fica no bairro de mesmo nome. Nem sei se, a rigor, Maracanã é bairro mesmo, tá mais para Vila Isabel. Fora Maracanã e o Jardim Zoológico, que fica na Quinta da Boa Vista, não há nada de muito turístico. Muito cuidado na Quinta, lá é ótimo para ser assaltado! A Tijuca, assim como Copacabana, é um bairro com muitas opções de compras, tem de tudo, mas também não recomendo numa primeira visita à cidade. Também é muvucal. :P Em São Cristóvão, no Campo de São Cristóvão, tem a Feira dos Nordestinos. Achei que fosse como a Feira da Providência, com barraquinhas dos estados. Não se engane, é uma confusão, calor danado, só toca forró o tempo todo. Não gostei :P

Zona Oeste

A cidade cresce para a Zona Oeste. Talvez seja a região mais diferenciada da cidade. Composta por Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá, Vargens Grande e Pequena, Pedra, Ilha e Praia de Guaratiba, Campo Grande e Santa Cruz. Eu dividiria em Barra/Recreio, Jacarepaguá é um caso à parte, Guaratiba, Vargens e Campo Grande/Sta. Cruz.

A Barra lembra muito Orlando, na Florida. Os mais saudosistas falam muito mal do bairro dizendo que é americanizado e tudo escrito em inglês. Tem até estátua da Liberdade no shopping New York City Center, hahaha. Lá tudo é grande e espaçoso e, quase sempre, você vai precisar de carro para se deslocar. Mas em compensação há estacionamento nos locais, diferentemente dos demais bairros da cidade. Quase todos os supermercados e lojas possuem filial na Barra. Os empresários costumam dividir a cidade em duas: Zona Sul e Barra. É um lugar ótimo para compras, pois possui vários shoppings bons. A praia costumava ser a melhor e mais limpa, mas já não sei se continua assim. No Pepê é poluída e no posto 8 tem farofada. Os moradores são, em geral, de classes média, média-alta e alta, jogadores de futebol (porque lá é um dos poucos lugares da cidade onde dá para morar em casa com churrasqueira) e emergentes, sendo que alguns acham que são os reis da cocada preta, só porque estão com dinheiro :P

O Recreio é como uma Barra em construção e mais feia. Não vale a pena ir lá. A praia deve ser a mais farofa de todas. Ah, uma praia boa é a da Reserva, entre a Barra e Recreio. Não há prédios porque há, como o nome sugere, uma reserva ambiental.

Depois do Recreio é onde ficam as praias mais limpas da cidade, como Prainha e Grumari. São as preferidas dos surfistas, em razão das ondas. Na região de Guaratiba há bons restaurantes, normalmente com nomes de tias, Tia Palmira, Tia Penha, etc. São lugares mais rústicos e afastados.

Nas Vargens Grande e Pequena ainda há alguns sítios e chácaras, mas como a cidade já não tem mais para onde crescer, já estão ficando urbanizadas. É também região de restaurantes bons.

Jacarepaguá é enorme e nada turístico. Possui áreas tipo sítio e outras muvucais. É lá onde ficam o Rio Centro, em que ocorrem diversos eventos, como Bienal do Livro, Feira da Providência, etc, Autódromo, Cidade do Rock (onde foi o Rock in Rio) e Arena HSBC. Donos de empreiteiras têm mania de dizer que ali é Barra porque estão construindo diversos imóveis na região. Não se confunda, ali é Jacarepaguá e é mais perto do Recreio que da Barra.

Campo Grande e Santa Cruz são bairros caóticos, bem pobres, de milícias. :(

Subúrbio

Sabe aquele programa A Grande Família? Ele dá uma ideia do que seja o subúrbio. Moram lá classes média e média-baixa. Alguns bairros: Méier, Cachambi, Piedade, Cascadura, Madureira, etc. O estádio do Engenhão fica lá, mas não tenho certeza do bairro, porque são 3 engenhos: Novo, de Dentro e da Rainha :P. No bairro do encantado fica o Rei do Bacalhau, ótimo restaurante português, com o melhor bolinho de bacalhau que já provei. É pertinho do Engenhão, uma boa esticada no caso de ir ver algum jogo ou show por lá.

Shoppings

Rio Sul
É um bom shopping, um dos mais antigos e completo. Tem de tudo, de lojas mais chiques a mais populares. Alguns andares são meio claustrofóbicos, com piso baixo e o estacionamento está quase sempre cheio.

Rio Plaza Shopping
Fica em frente ao Rio Sul, e tem, basicamente, restaurantes como Outback, Gula Gula, Joe & Leo's, etc. Ficam lotados dia de semana na hora do rush, o pessoal daído do Centro para alí para fazer hora e esperar diminuir o trânsito.

Botafogo Praia Shopping
Vulgo "escada shopping". É bem chatinho de circular, pois alguns andares são bem curtos e você tem que ficar pegando trocentas escadas rolantes para ver o resto nos andares superiores. Não tem nada de especial, com exceção da vista para a praia de Botafogo, em que se pode ver o bondinho do Pão de Açúcar.

Shopping Leblon
É bem fresco, não gosto do ambiente. Possui algumas lojas chiques, como a Chanel de cosméticos. Abrange o Teatro Casa Grande.

Rio Design Leblon
É menor que o Shopping Leblon e fica quase em frente. Antigamente era um shopping só de decoração, bem mais interessante, diga-se de passagem. O ambiente é bem melhor que o do vizinho e é meio que uma complementação dele, com lojas que não estão lá.

Shopping da Gávea
Adoro! É bem charmoso. Possui alguns dos melhores teatros da cidade. Lojinhas imperdíveis para crianças (e alguns adultos também): Malasartes, uma livraria só para elas, em que elas podem ler e mexer à vontade; Enfim Enfant, loja de brinquedos artesanais, com tudo de madeirinha, casinha de bonecas, carrinhos, etc.

Fashion Mall
Outro shopping fresco. O bom é que ele é vazio, ótimo para passear no domingo. É onde tem a única filial da Livraria Cultura no Rio.

Barrashopping
É o melhor shopping para compras. Se parece com o Rio Sul. Um corredor o liga ao New York City Center, que era um shoppingzinho mais de entretenimento e restaurantes, mas ficou descaracterizado.

Downtown
É aberto e lembra um pouco o formato americano de outlets, embora não seja um. Possui pontas de estoque da Totem, Salinas e Ateen. Adoro as primeiras, mas não vejo nada de mais na última. Tem quem goste.

Città America
Fica do lado do Downtown, tem ligação que dá para ir à pé. Quase todas as lojas estão vazias, mas tem a Delishoes, uma das melhores lojas de sapatos, com a rebarba do que é exportado das fábricas do Sul. É lá também que fica o Hard Rock Café, que é uma bomba, não sei como ainda não fechou. Não toca rock, só funk e hip hop. Eu, hein?

Via Parque
Ótimo para crianças! Parte de um andar é só de lojas para elas, brinquedos, roupas e móveis. Tem área para elas brincarem também.

Rio Design Barra
É chique, mas não é fresco! A frequência é bem melhor que do Shopping Leblon e Fashion Mall, é vazio também, embora menos, possui ótimos restaurantes no último andar.

Nova América
Bom shopping, possui várias pontas de estoque. Fica em Del Castilho, perto da Linha Amarela, no Subúrbio. Dá para chegar de metrô.

Dicas gerais:

  • Você certamente vai ver alguma favela. Não se assuste. Elas estão por toda a parte, já que a cidade é cercada de morros e em quase todos os morros há favelas. Só de vez em quando ocorrem aquelas coisas que se lê no noticiário de os traficantes saírem em bando pelas ruas atirando, fechando as lojas... É só não chegar perto e não andar por alí à noite.
  • Carioca, de um modo geral, é safo. Você não precisa ficar decorando as linhas de ônibus, de metrô, etc para se localizar. As pessoas costumam saber onde ficam os lugares, é só perguntar. Ah, recomendo que decore o Google Maps, no caso de andar de táxi, para o motorista não te dar uma volta. Carioca é malandro, para o bem e para o mal.
  • O calor é quase insuportável, mas, felizmente, há ar condicionado em toda a parte! É requisito essencial, não há como sobreviver no Rio sem ar condicionado. Você não precisa implorar pro motorista de táxi ligar o ar, como acontece em São Paulo e Porto Alegre (como eles conseguem ?!?!?!). Provavelmente o ar já vai estar ligado.
  • Carioca é despojado, ninguém gosta de se arrumar. As mulheres, em geral, não andam maquiadas, no máximo um batom. De roupa, um jeans e uma blusa fresca. Acho que é por causa do calor. Então não se preocupe quando for arrumar a mala, aqui todo mundo é jogado mesmo, cuidado para não ficar overdressed e geral ficar te olhando. Eu sou exceção, eu me arrumo e pareço ET :P

Ufa! Certamente estou esquecendo de muitas coisas, podem me perguntar no caso de dúvidas!

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