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segunda-feira, 12 de março de 2012

Roupa para trabalhar no calor


 Apesar de o verão estar chegando ao fim, parece que o calor não vai embora tão cedo. Aqui no Rio ele sempre beira o insuportável, o que faz com que vestir-se decentemente para trabalhar se torne um desafio. As cariocas, de um modo geral, não costumam se vestir bem. Ou usam roupas que não as favorecem ou escolhem peças muito simples, sem graça, desprovidas de qualquer estilo. Basta dar uma olhada no Rio etc para constatar isso, :P. A maior causa do problema é, certamente, o calor. Quando a sociedade quer que você se vista como europeia em clima tropical, muitas preferem não se arriscar e engolem o bafo quietas. Outras erram a mão, exageram no decote ou transparência e conseguem ficar vulgares mesmo de terno. Se você for ao centro da cidade, vai ver mulheres de roupas estapafúrdias ou então com o fatídico terninho + camisa social, todas cobertas. Passo mal só de olhar. Eu não me sujeito a essa situação ridícula.

Isso sempre me intrigou e, como tenho que usar roupas formais, tive que me adequar ao clima da cidade. Então resolvi dar algumas sugestões para quem precisa usar roupas formais diariamente, está perdida e não quer morrer abafada, :P


Vestidos






Sem manga ou com manga curta e com altura nos joelhos. Eu não vejo problema algum em usar vestidos ou saias com uns 3 dedos acima do joelho, mas ainda existem locais reacionários com regras absurdamente rígidas e desarrazoadas que não permitem. Então é melhor comprar tudo na altura dos joelhos para não dar problema. No caso das saias eu até compro um pouco acima e, se chiarem, eu a empurro para baixo, só para inglês ver, e depois coloco no lugar, :P.


O legal dos vestidos é que dá pra mudar a cara deles com acessórios. Se o local de trabalho tiver ar condicionado, basta levar um casaquinho de tricô na bolsa.







Saias





Como disse acima, na altura dos joelhos, com certa malandragem, ;). Minha preferida é a lápis, elegantíssima. Também tenho uma plissada, de seda, bem leve. Essa tem a vantagem de permitir a passagem de uma brisa para refrescar as pernas. Enfim, aqui dá para variar bastante. Eu também gosto e uso bermudas de alfaiataria, mas em certos locais, os funcionários são tapados e, simplesmente porque há um cartaz no qual está escrito "proibido entrar de bermudas", te barram, mesmo que você esteja elegante, impecável. Lógico que a bermuda do cartaz, teleologicamente, se refere a um look praiano, informal, mas vai explicar... Por isso prefiro as saias. A depilação deve estar em dia, mas exigir meia-calça é absolutamente desproporcional. Se seu chefe é retrógrado e suas pernas são castigadas por manchas de picadas de insetos, cicatrizes, varizes, etc, passe uma base em spray, como a da Sally Hansen. Eu já usei a dessa marca e ela não transfere.





Blusas










Eu nem penso em camisas sociais com manga. Nem de tricoline. Sou muito calorenta, não consigo usar. Se você é como eu, invista em blusinhas sem manga com corte mais elegante e de tecido nobre, como seda e cambraia de linho. Seda não é poliéster. Poliéster esquenta, não permite a transpiração, absorve o suor e a roupa fica fedendo. Se você não pode comprar todas as peças em tecido natural, tente adquirir pelo menos as blusas em linho, algodão e seda. Prefira também blusas mais soltinhas e sem stretch.



Resumindo: há vida além do terninho chato e quente. Libertem-se dele! Camisa social com manga + calça ou terno não são sinônimos de roupa social, dá para ficar digna sem morrer torrada. ;)

Fotos: Saks, Barneys, Asos, Stockholm Streetstyle

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O rock além do rocker



Sempre quando leio sobre o estilo rocker em algum lugar, especialmente em revistas, em sua linguagem seria um look que remete ao rock. Jaqueta de couro, tachas, correntes e preto. Mas o rock não é só isso, essa descrição é do estilo dos punks. O rock é bastante rico e variado, me incomoda que os jornalistas de modam o resumam ao Punk. Eu já estava para escrever um post sobre o que, além do punk, seria também visual roqueiro, até que encontrei um bom post sobre o Glam no blog Modices. Vale a leitura aqui. Com o tempo complementarei com mais posts sobre o tema.

P.S.: A Joan teve muita influência Glam na época das Runaways. Ela não é só Punk ;)


Foto: Tumblr

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O tabu das fast fashion

Um professor meu sempre dizia: "leiam tudo, de bulas de remédio a revistas pornográficas". Concordo absolutamente. Sempre tive esse tipo de atitude, mas ao ouvir isso na faculdade tive certeza de estar no caminho certo. Conhecimento a respeito dos mais variados temas e personalidades faz com que você tenha uma visão panorâmica, que te auxilia a pensar sistematicamente e aprimorar seu senso crítico. Em outras palavras: por isso que eu leio todos os tipos de blogs, sites e publicações de moda, os que eu concordo e os que eu não concordo. Alguma coisa sempre se aproveita.

Mesmo depois do episódio Zara, as blogueiras continuam elogiando a marca e fazendo apologia à sua estratégia de ctrl c + ctrl v das semanas de moda internacionais. Não foi surpresa, já esperava por isso. Entretanto reparei que, não só os blogs, mas ninguém chega a questionar o sistema de fast fashion. Aliás, para não dizer ninguém, li na entrevista que o estilista Philip Lim deu na Elle deste mês  que ele não gostava. A opinião dele ilustra o início desse post. Apesar de ser um ótimo argumento de autoridade, sua posição é quase nada comparada às das "formadoras de opinião" que não têm opinião (esse é outro assunto que rende, deixarei para um próximo post).

Quem tem um pouco mais de conhecimento e visão sabe que a moda não é simplesmente as roupas que as pessoas vestem, mas envolve um contexto econômico, político e sociológico. É leviandade achar que discutir moda é perder tempo com questões fúteis. Em razão disso me pergunto: "já que aqueles que lidam diretamente com a moda não criticam o fast fashion, porque não o fazem os colunistas, sociólogos, empreendedores?" É tabu? Tudo o que dá muito dinheiro sem legitimidade é tabu. Ninguém quer entrar em briga de cachorro grande.

Eu já li, pelo menos, 2 textos em jornais falando do espírito empreendedor e visionário de Alexandre Birman ao vislumbrar a fast fashion Schutz. Sim, a Schutz pode não ser barata, mas é tida como fast fashion pelos seus administradores. Se você for analisar é mesmo. Tudo "inspirado", tal qual a irmã Arezzo.

Não vou entrar propriamente no mérito das inspirações e cópias, pois esse tema é bastante sofisticado e requer análise técnica. Talvez escreva sobre isso um dia. Falarei sobre o que mais diretamente diz respeito ao consumidor e ser humano em geral: impacto ambiental, sentido de vida, solidariedade e dignidade humana.

Ao explicar o conceito de fast fashion para algum desavisado, você poderia lhe informar que se trata de uma maneira de se levar ao grande público peças com informação de moda, baseadas nas tendências vistas nos grandes desfiles internacionais, quase que em tempo real, com enorme variedade, tudo isso por um preço bastante razoável. Nossa! Parece ótimo! Quem não iria gostar disso?

Antes de ter a real percepção do fast fashion eu cheguei a pensar que finalmente os menos abastados iriam poder comprar roupas legais. Pobre, só porque é pobre tem que se vestir mal? Até bem pouco tempo atrás eu passava em frente à C&A e à Renner e só via coisas pavorosas. De vez em quando eu comprava umas calcinhas e olhe lá! O que custava arranjar um estilista decente e fazer peças mais simples?

Até que fui notando a gritante melhora no design das mercadorias e acreditei que estavam democratizando a moda. Inclusão social! Que barato! Que engodo! Vestidos por R$ 100,00? Lógico que é mais barato que nas demais lojas, mas pobre que é pobre não tem dinheiro pra comprar isso. Ou seja, o tal do fast fashion veio para atingir as classes média e média-baixa principalmente, que têm o recalque de não ter grana para comprar em grifes de luxo. Pobre não faz ideia do que seja Hermés ou Prada. Talvez ele conheça Armani, porque os jogadores de futebol adoram. Para ele, comprar uma camiseta falsificada escrita Armani está de bom tamanho, para ele ficar igual ao ídolo. Quanto às mulheres, bastam encontrar algo semelhante ao que usa a madame da novela. O ônus, então, está na classe média.

Nós da classe média finalmente teríamos a chance de usar os passarinhos da Miu Miu, a bolsa box da Céline e os vestidinhos ladylike da Louis Vuitton! Poxa, chega a ser meio patético. Superficialmente falando, a inspiração, por si só, é inerente à moda, faz parte. Quase todas as grifes brasileiras levam em consideração os desfiles internacionais, razão pela qual eu acredito que ainda não haja uma moda essencialmente brasileira. A questão não é essa. Ridículo é ficar toda imponente porque está com a bolsa pseudo-Birkin comprada na 284. É aquela velha questão do ter x ser. Mas de todos os males, talvez esse seja o menor.

Os problemas maiores mesmo são aqueles que envolvem o impacto de tanto consumo no meio ambiente e nas relações de trabalho, que eu, de certa forma, falei aqui. Para produzir tanto, haja algodão (+ fertilizantes poluidores, + agrotóxicos, + super gasto de água para irrigar a plantação), haja gasolina para transportar as peças, etc. Para produzir tão rápido, só explorando os outros (trabalho escravo...). Enfim, aqui tudo que a gente já sabe. Ah, e como parte das roupas é de qualidade questionável (alô, Primark), após a modinha as pessoas não doam para caridade, mas jogam fora.

Será que vale mais a pena usar a modinha descartável ou investir em peças atemporais e de qualidade? Certamente que é mais difícil se diferenciar na multidão com menos peças, mais tradicionais, mas isso revelará seu verdadeiro estilo e personalidade. Está lançado o desafio!

Suzy Menkes afirmou recentemente que o futuro será das grifes médias. A conferir. Não se esqueçam que há também os novos estilistas, que trabalham de forma independente, com produção pequena e quase exclusiva, preços bem em conta e sem exploração. Eu apoio!

Para quem quiser saber mais sobre o tema, recomendo o vídeo a seguir, extremamente elucidativo, simples e direto. Há um post complementar bem interessante no Oficina de Estilo também.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Imperdível: Os principais erros de maquiagem!


Nesse post eu fiz um apanhado de experts em maquiagem. É um alerta para aqueles erros de maquiagem que comprometem o visual todo. Nunca esqueço do dia do meu casamento onde a maquiadora, do nada, resolveu fazer um smokey eye em mim com sombra preta! Eu quase tive um treco! Onde ja se viu eu entrar na igreja com aquele olho preto de Emo? Pedi para ela limpar tudo e eu mesma fiz o make dos meus olhos. Mas eu não fiquei 100% satisfeita porque depois que a gente limpa o olho e pinta por cima, nunca fica a mesma coisa, né! Enfim, eu não tive opção... Mas espero que essas dicas de maquiagem te ajudem a evitar certos errinhos chatos.

Uma coisa que eu acho horrivel e a base com aspecto de crack. Aposto que voce ja viu gente com a base que não está uniforme, parece uma coisa meio mosaico, mal espalhada e sem continuidade. Às vezes parece até que tem umas ranhuras... Credo! Horrível! Escolha bem a sua base, use uma que combine com o tom da sua pele e que seja leve. Ninguém merece aquelas caras tipo mascara. Eu de-tes-to.


Outro erro comum e quem bota corretivo muito claro embaixo dos olhos. Fica tipo uma mascara, um "panda invertido" como dizem os maquiadores. Assim como com a base, voce tem que ter cuidado ao escolher seu corretivo. Aquele tom brancão não é legal! NÃO MESMO!


O blush não é pra ficar em evidência. É pra dar um aspecto de saúde e não pra te fazer parecer uma palhacita. Aplique o produto em movimentos circulares e esfume bem após a aplicação. Se necessário, repita o procedimento para construir uma camada mais intensa de cor. 


O iluminador é pra ser usado com moderação ou então o brilho em excesso vai te dar uma aparência de suada e brilhosa.Utilize o iluminador apenas em lugares estratégicos: nas temporas (bem acima da maçã do rosto), na raiz da sobrancelha e no canto interno do olho. As versões em creme são mais fáceis de aplicar. Pra mim, Ashley Olsen ficou com o rosto suado nessa foto. Exagerou...


Não use o pó para corrigir imperfeições. Use para dar um acabamento para a base. Para não errar, passe o pó apenas na zona T. E pronto! Rosto carregado de pó não dá...


As sombras tem que ser bem esfumadas para não criar um bloco de cor. Use um pincel legal e esfume bem as sombras. Lembre-se suavidade e o segredo do negócio. A maquiadora além de ter jogado um preto no meu olho no dia do meu casamento, tambem não tinha esfumado a sombra direito. Afffff...


Lápis de contorno mais escuro que o batom tambem e um erro que voce NÃO pode cometer jamais. Por via das dúvidas eu evito usar. Na verdade só tenho um lapis de contorno. Ele é da MAC e bem da cor dos lábios, sabe? Uma coisa beeem discreta. E quando uso, eu aplico o lápis por todo o lábio e finalizar com o batom. O batom tem que ser de uma cor beeem parecida com a do lápis.


Tambem não exagere no gloss. Eu aplico só no centro dos lábios para evitar excessos.


Bem, espero que essas dicas lhe ajudem!! Maquiagem bem feita é sucesso no seu visual!!
Xoxo, Debbie

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