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segunda-feira, 26 de março de 2012
Desconstruindo mitos fashion, II: pochetes são horrorosas
Pochetes não são, por si só, horrorosas. O problema é que é difícil encontrar modelos bonitos e a maioria das pessoas não sabe como usá-las. Uma pena já que são bem úteis, especialmente para viajar, ir em shows e locais de grande aglomeração em geral.
Sugestões: usar com bermudas, shorts ou calças; sempre em looks informais; e nunca, jamais, colocá-las na frente!!!! Sempre do lado, ;)
Foto: Asos
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Desconstruindo mitos fashion, I: botas brancas são cafonas
Não necessariamente. Essa bota Chanel da foto seria bonita ainda que inteiramente branca, combinou perfeitamente com a roupa sessentinha, sem ficar datada.
Foto: Stockholm Street Style
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domingo, 18 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Roupa para trabalhar no calor
Apesar de o verão estar chegando ao fim, parece que o calor não vai embora tão cedo. Aqui no Rio ele sempre beira o insuportável, o que faz com que vestir-se decentemente para trabalhar se torne um desafio. As cariocas, de um modo geral, não costumam se vestir bem. Ou usam roupas que não as favorecem ou escolhem peças muito simples, sem graça, desprovidas de qualquer estilo. Basta dar uma olhada no Rio etc para constatar isso, :P. A maior causa do problema é, certamente, o calor. Quando a sociedade quer que você se vista como europeia em clima tropical, muitas preferem não se arriscar e engolem o bafo quietas. Outras erram a mão, exageram no decote ou transparência e conseguem ficar vulgares mesmo de terno. Se você for ao centro da cidade, vai ver mulheres de roupas estapafúrdias ou então com o fatídico terninho + camisa social, todas cobertas. Passo mal só de olhar. Eu não me sujeito a essa situação ridícula.
Isso sempre me intrigou e, como tenho que usar roupas formais, tive que me adequar ao clima da cidade. Então resolvi dar algumas sugestões para quem precisa usar roupas formais diariamente, está perdida e não quer morrer abafada, :P
Vestidos
Sem manga ou com manga curta e com altura nos joelhos. Eu não vejo problema algum em usar vestidos ou saias com uns 3 dedos acima do joelho, mas ainda existem locais reacionários com regras absurdamente rígidas e desarrazoadas que não permitem. Então é melhor comprar tudo na altura dos joelhos para não dar problema. No caso das saias eu até compro um pouco acima e, se chiarem, eu a empurro para baixo, só para inglês ver, e depois coloco no lugar, :P.
O legal dos vestidos é que dá pra mudar a cara deles com acessórios. Se o local de trabalho tiver ar condicionado, basta levar um casaquinho de tricô na bolsa.
Saias
Como disse acima, na altura dos joelhos, com certa malandragem, ;). Minha preferida é a lápis, elegantíssima. Também tenho uma plissada, de seda, bem leve. Essa tem a vantagem de permitir a passagem de uma brisa para refrescar as pernas. Enfim, aqui dá para variar bastante. Eu também gosto e uso bermudas de alfaiataria, mas em certos locais, os funcionários são tapados e, simplesmente porque há um cartaz no qual está escrito "proibido entrar de bermudas", te barram, mesmo que você esteja elegante, impecável. Lógico que a bermuda do cartaz, teleologicamente, se refere a um look praiano, informal, mas vai explicar... Por isso prefiro as saias. A depilação deve estar em dia, mas exigir meia-calça é absolutamente desproporcional. Se seu chefe é retrógrado e suas pernas são castigadas por manchas de picadas de insetos, cicatrizes, varizes, etc, passe uma base em spray, como a da Sally Hansen. Eu já usei a dessa marca e ela não transfere.
Blusas
Eu nem penso em camisas sociais com manga. Nem de tricoline. Sou muito calorenta, não consigo usar. Se você é como eu, invista em blusinhas sem manga com corte mais elegante e de tecido nobre, como seda e cambraia de linho. Seda não é poliéster. Poliéster esquenta, não permite a transpiração, absorve o suor e a roupa fica fedendo. Se você não pode comprar todas as peças em tecido natural, tente adquirir pelo menos as blusas em linho, algodão e seda. Prefira também blusas mais soltinhas e sem stretch.
Resumindo: há vida além do terninho chato e quente. Libertem-se dele! Camisa social com manga + calça ou terno não são sinônimos de roupa social, dá para ficar digna sem morrer torrada. ;)
Fotos: Saks, Barneys, Asos, Stockholm Streetstyle
Fotos: Saks, Barneys, Asos, Stockholm Streetstyle
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Customização de camisetas com organza e tule
Na loja online do Valentino vi uma série de camisetas lindas, que foram adicionadas de detalhes em organza e tule que fizeram toda a diferença. De simples camisetas, as peças se transformaram em blusas sofisticadas. O preço de cada uma delas é absurdo, cerca de US$ 800,00, mas a ideia é ótima e dá para fazer algo semelhante em casa, é só usar a imaginação e aplicar babados, flores, tirinhas de tecido, etc. Eu colocaria ainda algumas fitas, pedras ou paetês.
P.S.: a Red Valentino, marca jovem do grupo, é uma graça. Gostei bem mais que Miu Miu. Eu tenho séria implicância com marcas italianas, em razão do ótimo livro do Roberto Saviano e do uso de peles em exaustão, então, apesar de não comprar nada delas, não posso deixar de reconhecer que seus estilistas fazem um ótimo trabalho.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Color blocking de inverno
Quando vi pela primeira vez as roupas da Gucci com conceito de color blocking achei bem interessante. Entretanto, com o bombardeio da ideia em blogs e revistas fez com que eu me desinteressasse e até achasse tedioso usar roupas assim. Acho que aconteceu o mesmo com muita gente, já que não vi ninguém nas ruas aplicando o color blocking em prática.
As semanas de moda brasileiras, puxando a onda das europeias, rejeitou o bloco de cores para o inverno. Mas ao ver a coleção passada da loja francesa Sessùn, achei o color blocking adaptado para o inverno ainda mais interessante. Me lembrou Benetton e os agasalhos coloridos que usava na infância. Tudo muito aconchegante. E sem o bombardeio tem-que-usar, agora fiquei com vontade.
Fotos: Tendances de mode
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domingo, 22 de janeiro de 2012
Estilistas cariocas (e os demais brasileiros também)
Estava lendo essa reportagem sobre o perfil dos estilistas cariocas na Veja Rio. Alguns dados me chamaram a atenção:
- cada peça é vendida por um preço cerca de 3 vezes maior que o preço de custo;
- "Tem de estudar as grifes lá de fora, conhecer o perfil da sua cliente, para ver o que pode ser adaptado por aqui, e depois criar peças que se destaquem em meio à concorrência", afirma Maria Lontra, 33 anos, que atua na Scrap;
- 58% admitem já ter clonado modelos de outras grifes (clonado, ou seja, ctrl c + ctrl v, fora a "inspiração"...);
- Oskar Metsavaht, diretor criativo da Osklen, visto como o profissional mais supervalorizado do Rio e cuja marca, Osklen, foi apontada como a de preços mais abusivos (concordo!!!).
O texto confirmou algumas suspeitas que eu tinha: ainda não existe uma moda essencialmente brasileira, os estilistas copiam mesmo (ou se "inspiram" diretamente nas coleções estrangeiras recém lançadas) e dão valor demais à Osklen (pessoalmente acho tudo feio, :P).
Faz parte da filosofia de trabalho dos estilistas pegar o que se criou lá fora e adaptar ao clima e gosto dos brasileiros. Quem melhor faz isso, mais bem sucedido é. A questão é cultural. Isso me fez lembrar das aulas de literatura que tinha na escola, em que a professora comentou que até o advento do modernismo, não havia propriamente uma literatura brasileira, e que este movimento quis romper com as amarras europeias. Parece que ainda não tivemos nossa semana de 22 na moda. Até isso acontecer, não haverá moda brasileira e as semanas de moda daqui não serão levadas a sério.
Claro que hoje em dia é difícil, talvez impossível, criar algo inédito. Invariavelmente haverá inspiração em tempos passados, ora os anos 70 (e voltam as pantalonas), ora os anos 50 (e voltam as saias rodadas). O mérito do estilista é retratar o que não é óbvio de tudo que já foi criado, conseguir alguma originalidade. Pouquíssimos brasileiros fazem isso, eles simplesmente se aproveitam das temporadas anteriores estrangeiras, que são da mesma estação que as nossas futuras. Quer ver o que vai estar na moda? Veja as semanas de moda estrangeiras.
Por falar em semanas de moda, aproveitem que elas estão aí para repararem. Anotem as tendências e vejam de onde elas vieram. A mais descarada é o art deco da Gucci. Aliás, o art deco está na moda porque os anos 20 estão na moda. Outro dia me peguei catando charleston e outros ritmos da época para escutar. Naturalmente. Mas por que os anos 20 estão na moda? Escapismo da crise econômica? Não sei, isso cabe aos caras que estudam as tendências. Quem consegue captar o sentimento da sociedade é mais bem sucedido ao lançar produtos no mesmo sentido. Foi o que a Gucci conseguiu fazer. Como isso deve dar trabalho, os brasileiros simplesmente pegam o que os outros captaram. Mas será que o sentimento brasileiro é o mesmo? Não estamos sentindo como os europeus o peso da crise econômica. Ou será que não vestimos nosso sentimento, apenas reverenciamos o que vem de fora? Acho que continuamos a ser colônia.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Palha de Viena
A famosa trama de palhinha, conforme mostrada na foto, foi popularizada a partir da criação na Áustria, em 1859, da cadeira 214 pelo carpinteiro Michel Thonet, que a utilizava como assento. Desde então ficou conhecida como palha de Viena.
Atualmente, a trama é vista não só em cadeiras, mas em diversos móveis, como cabeceiras de cama, pufes, mesinhas, além de ter sido adotada pela indústria da moda. Ela faz parte da decoração das lojas da Farm, foi utilizada em um desfile do Reinaldo Lourenço e vez ou outra é técnica aplicada em bolsas e sapatos.
A Imporium levou para suas lojas, recentemente, algumas peças com a trama, como as sapatilhas aí de cima. O couro foi cortado com laser, de modo que o calçado não foi feito propriamente com trama, mas o design é o mesmo. Achei linda! No meu pé não ficou muito boa, mas comprei a rasteirinha com o mesmo couro. A City Shoes também lançou uma bolsa tipo maleta de médico com a palha. Achei cara, esperei que baixassem o preço, mas não rolou, acabou rapidinho e fiquei sem. Acontece, :P.
Também tenho visto a estética em joias e bijuterias. A joalheira Ana Nordeste possui uma coleção inteira de palhinha. Achei lindo o bracelete.
Sou uma grande entusiasta da palha de Viena, pois é uma palha elegante, pode ser amplamente utilizada sem dar cara de praia. E é muito charmosa. Para mim é um clássico, espero que não seja apenas modinha e que vejamos sempre nas lojas.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Resolução para o ano que vem e os seguintes: Slow Fashion
O Slow Fashion é um movimento que veio em resposta ao irresponsável fast fashion, na onda de outros fenômenos, como o slow food, que vêm ocorrendo de modo a reagir contra o mundo cada vez mais corrido e atribulado em que vivemos.
Em vez de incentivar modinhas e que você use uma peça meia-boca umas duas vezes e a jogue fora, o Slow Fashion valoriza a produção de peças artesanais, feitas à mão com técnicas antigas, com a devida valorização do trabalho humano, tal qual a Chanel faz com o Métiers d'Art, na promoção de seus ateliês.
A ideia é a de adquirir poucas e boas peças, atemporais e de excelente qualidade, que vão durar por muitos anos. Toyotismo em detrimento do Fordismo. Também é incentivada a sustentabilidade no quesito ecológico, com maior cuidado no manejo dos recursos naturais. Ou seja, é a busca de uma moda mais ética, em todos os sentidos.
Naturalmente que as roupas sairão mais caras. Afinal, o artesão/costureiro será bem remunerado, serão cumpridas normas ambientais que exigem certo investimento nas fábricas dos tecidos, serão utilizados materiais mais nobres. Mas slow fashion não é só Chanel ou Hermés.
Acredito que a profissão do alfaiate voltará com tudo. Eu peno para achar blazers e camisas sociais que caiam bem em mim. Assim como eu, devem existir várias pessoas com o mesmo problema. Diante disso, sempre quis em fazer um terno em Savile Row com Edward Sexton, o alfaiate que ensinou o ofício a Stella McCartney e foi o primeiro a fazer peças em alfaiataria sob medida para mulheres. Ele também é o alfaiate dos roqueiros, desde os tempos do mod ;).
Você também pode procurar por referências e bancar a estilista mandando fazer roupas na costureira. Ter uma costureira é um luxo! Eu consegui arranjar duas: uma para roupas mais finas, de festa, e outra especializada em malharia, que prometeu me ensinar a costurar ano que vem (!). Na primeira mandei fazer um vestido longo belíssimo em chanel de seda pura, com renda francesa Chantilly toda bordada com pedrarias e paetês, que usei num casamento em que fui madrinha. Ela me cobrou R$ 400,00 pela mão-de-obra. Achei muito justo o preço e o vestido foi feito sob medida! A experiência é ótima, super recomendo! Na segunda mandei fazer uma blusinha com gola Peter Pan, que acho linda, bem retrô, que não tinha visto para vender por essas bandas.
Se você preferir o prêt-à-porter, a Maria Bonita lançou uma nova linha chamada MB Infinito, com a proposta do slow fashion. Preço médio: R$ 460,00 para camisas, R$ 352,00 para blusas, R$ 507,00 para calças e R$ 420,00 para vestidos. O Philip Lim também faz um trabalho semelhante.
Há ainda a possibilidade de DIY! Aprenda a costurar, tricotar, etc. Você pode fazê-lo quando está no metrô, na fila do banco ou durante o pedicure. Não é coisa de vó! A meu ver, peças únicas e personalizadas são luxo. Além disso, tal atitude certamente impede as compras impulsivas. Como você vai ter trabalho, vai pensar duas vezes se realmente quer aquela peça e vai dar muito mais valor a ela quando estiver pronta.
A apresentadora Chiara Gadaleta é a única da área fashion que vejo promover o tema. Ela tem um site bem interessante sobre moda sustentável. Para mais informações, leia esse artigo do The Guardian e o site Slow Fashioned.
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sábado, 24 de dezembro de 2011
Chanel Métiers d'Art
A Chanel costuma trazer coleções que mostram peças ora elegantes, releituras do estilo de Coco, como camélias, tweed e pérolas, ora horrorosas, como aquelas fantasias de Yeti e os tamancos. Apesar de eu não ir com a cara do Lagerfeld, reconheço que ele consegue deixar tudo com cara de Chanel, deixando a marca atual, mas sem perder a identidade, diferentemente do que aconteceu com a Dior e a Balmain. Mas de todas as coleções, aquelas que realmente me encantam, bem mais que as de alta costura da maison são as Métiers d'Art, que existem desde 2008.
A Métiers d'Art, também chamada de pré-outono é prêt-à-porter, mas tem como objetivo aproveitar o belíssimo trabalho artesanal de alguns ateliês que a Chanel adquiriu como Letage (que faz bordados) e Guillet (flores de renda, seda e veludo). São utilizadas técnicas antigas por artesãos franceses, passadas por gerações, nada daquela exploração que as grandes grifes italianas fazem com chineses e italianos pobres mesmo, com ajuda da máfia em Nápoles (para mais informações, recomendo o livro Gomorra, de Roberto Saviano, muito ilustrativo!). Isso sim é luxo! Pena que cada roupa custa cerca de 30 mil euros :P Essa nem Papai Noel banca!
As duas últimas coleções, inspiradas na Índia e no Império Bizantino foram especialmente fantásticas. De babar. Vejam por vocês mesmas!
Feliz Natal!
Fotos: Vogue
Temas:
moda
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
O rock além do rocker
Sempre quando leio sobre o estilo rocker em algum lugar, especialmente em revistas, em sua linguagem seria um look que remete ao rock. Jaqueta de couro, tachas, correntes e preto. Mas o rock não é só isso, essa descrição é do estilo dos punks. O rock é bastante rico e variado, me incomoda que os jornalistas de modam o resumam ao Punk. Eu já estava para escrever um post sobre o que, além do punk, seria também visual roqueiro, até que encontrei um bom post sobre o Glam no blog Modices. Vale a leitura aqui. Com o tempo complementarei com mais posts sobre o tema.
P.S.: A Joan teve muita influência Glam na época das Runaways. Ela não é só Punk ;)
Foto: Tumblr
domingo, 27 de novembro de 2011
Legging de tricô
Se você for olhar de perto no zoom da legging pelo site da Anthropologie, vai ver que não é bem tricô, é só a aparência. Mas achei uma graça para usar com vestidinho de malha ou túnica. Agora nem pensar, só a partir de maio! Dá para fazer de tricô de verdade, pena que eu não sei fazer. Já tentei aprender a tricotar através dos vídeos do Superziper, mas não deu muito certo, não é fácil como imaginei :P
sábado, 26 de novembro de 2011
Dourado discreto
Chega o fim do ano e com ele o dourado. Dessa vez não só porque a cor remete à riqueza que se quer atrair para o ano seguinte, mas porque está na moda mesmo. O dourado apareceu em vários desfiles e revistas, mas o que me chamou atenção é que vem mais variado. Brilhante, em paetês, bordados, lamé, lurex, metalizado, em looks formais e casuais, em jeans encerados, como na foto do catálogo da marca Faith Connexion aí de cima. A calça dourada também aparece nesta propaganda da marca canadense Joe Fresh:
Como saia de tirinhas:
O melhor de tudo quanto aos produtos dourados que nos vêm sendo oferecidos é que agora eles também podem ser discretos, em peças inteiras de roupa, não apenas em acessórios. Algumas sugestões:
Como saia de tirinhas:
O melhor de tudo quanto aos produtos dourados que nos vêm sendo oferecidos é que agora eles também podem ser discretos, em peças inteiras de roupa, não apenas em acessórios. Algumas sugestões:
Quem é tímida já pode tentar usar alguma coisa ;)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
A Arezzo copia e tem a cara de pau de cobrar caro
Lembram do post que eu fiz aqui sobre as bolsas-maleta? Deem uma olhada na bolsa da Kate Spade e agora nessa aí de cima, da Arezzo. Igual e custa R$ 400,00. ¬¬ Eu prefiro pagar US$ 295 na bolsa da Kate Spade do que ser conivente com o boçal do Anderson Birman. Já leram a entrevista dele na Folha de SP? Vergonhoso.
Ah, as ferragens da bolsa da Kate Spade são em ouro 14 quilates.
Foto: The Bag Lady
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O tabu das fast fashion
Um professor meu sempre dizia: "leiam tudo, de bulas de remédio a revistas pornográficas". Concordo absolutamente. Sempre tive esse tipo de atitude, mas ao ouvir isso na faculdade tive certeza de estar no caminho certo. Conhecimento a respeito dos mais variados temas e personalidades faz com que você tenha uma visão panorâmica, que te auxilia a pensar sistematicamente e aprimorar seu senso crítico. Em outras palavras: por isso que eu leio todos os tipos de blogs, sites e publicações de moda, os que eu concordo e os que eu não concordo. Alguma coisa sempre se aproveita.
Mesmo depois do episódio Zara, as blogueiras continuam elogiando a marca e fazendo apologia à sua estratégia de ctrl c + ctrl v das semanas de moda internacionais. Não foi surpresa, já esperava por isso. Entretanto reparei que, não só os blogs, mas ninguém chega a questionar o sistema de fast fashion. Aliás, para não dizer ninguém, li na entrevista que o estilista Philip Lim deu na Elle deste mês que ele não gostava. A opinião dele ilustra o início desse post. Apesar de ser um ótimo argumento de autoridade, sua posição é quase nada comparada às das "formadoras de opinião" que não têm opinião (esse é outro assunto que rende, deixarei para um próximo post).
Quem tem um pouco mais de conhecimento e visão sabe que a moda não é simplesmente as roupas que as pessoas vestem, mas envolve um contexto econômico, político e sociológico. É leviandade achar que discutir moda é perder tempo com questões fúteis. Em razão disso me pergunto: "já que aqueles que lidam diretamente com a moda não criticam o fast fashion, porque não o fazem os colunistas, sociólogos, empreendedores?" É tabu? Tudo o que dá muito dinheiro sem legitimidade é tabu. Ninguém quer entrar em briga de cachorro grande.
Eu já li, pelo menos, 2 textos em jornais falando do espírito empreendedor e visionário de Alexandre Birman ao vislumbrar a fast fashion Schutz. Sim, a Schutz pode não ser barata, mas é tida como fast fashion pelos seus administradores. Se você for analisar é mesmo. Tudo "inspirado", tal qual a irmã Arezzo.
Não vou entrar propriamente no mérito das inspirações e cópias, pois esse tema é bastante sofisticado e requer análise técnica. Talvez escreva sobre isso um dia. Falarei sobre o que mais diretamente diz respeito ao consumidor e ser humano em geral: impacto ambiental, sentido de vida, solidariedade e dignidade humana.
Ao explicar o conceito de fast fashion para algum desavisado, você poderia lhe informar que se trata de uma maneira de se levar ao grande público peças com informação de moda, baseadas nas tendências vistas nos grandes desfiles internacionais, quase que em tempo real, com enorme variedade, tudo isso por um preço bastante razoável. Nossa! Parece ótimo! Quem não iria gostar disso?
Antes de ter a real percepção do fast fashion eu cheguei a pensar que finalmente os menos abastados iriam poder comprar roupas legais. Pobre, só porque é pobre tem que se vestir mal? Até bem pouco tempo atrás eu passava em frente à C&A e à Renner e só via coisas pavorosas. De vez em quando eu comprava umas calcinhas e olhe lá! O que custava arranjar um estilista decente e fazer peças mais simples?
Até que fui notando a gritante melhora no design das mercadorias e acreditei que estavam democratizando a moda. Inclusão social! Que barato! Que engodo! Vestidos por R$ 100,00? Lógico que é mais barato que nas demais lojas, mas pobre que é pobre não tem dinheiro pra comprar isso. Ou seja, o tal do fast fashion veio para atingir as classes média e média-baixa principalmente, que têm o recalque de não ter grana para comprar em grifes de luxo. Pobre não faz ideia do que seja Hermés ou Prada. Talvez ele conheça Armani, porque os jogadores de futebol adoram. Para ele, comprar uma camiseta falsificada escrita Armani está de bom tamanho, para ele ficar igual ao ídolo. Quanto às mulheres, bastam encontrar algo semelhante ao que usa a madame da novela. O ônus, então, está na classe média.
Nós da classe média finalmente teríamos a chance de usar os passarinhos da Miu Miu, a bolsa box da Céline e os vestidinhos ladylike da Louis Vuitton! Poxa, chega a ser meio patético. Superficialmente falando, a inspiração, por si só, é inerente à moda, faz parte. Quase todas as grifes brasileiras levam em consideração os desfiles internacionais, razão pela qual eu acredito que ainda não haja uma moda essencialmente brasileira. A questão não é essa. Ridículo é ficar toda imponente porque está com a bolsa pseudo-Birkin comprada na 284. É aquela velha questão do ter x ser. Mas de todos os males, talvez esse seja o menor.
Os problemas maiores mesmo são aqueles que envolvem o impacto de tanto consumo no meio ambiente e nas relações de trabalho, que eu, de certa forma, falei aqui. Para produzir tanto, haja algodão (+ fertilizantes poluidores, + agrotóxicos, + super gasto de água para irrigar a plantação), haja gasolina para transportar as peças, etc. Para produzir tão rápido, só explorando os outros (trabalho escravo...). Enfim, aqui tudo que a gente já sabe. Ah, e como parte das roupas é de qualidade questionável (alô, Primark), após a modinha as pessoas não doam para caridade, mas jogam fora.
Será que vale mais a pena usar a modinha descartável ou investir em peças atemporais e de qualidade? Certamente que é mais difícil se diferenciar na multidão com menos peças, mais tradicionais, mas isso revelará seu verdadeiro estilo e personalidade. Está lançado o desafio!
Suzy Menkes afirmou recentemente que o futuro será das grifes médias. A conferir. Não se esqueçam que há também os novos estilistas, que trabalham de forma independente, com produção pequena e quase exclusiva, preços bem em conta e sem exploração. Eu apoio!
Para quem quiser saber mais sobre o tema, recomendo o vídeo a seguir, extremamente elucidativo, simples e direto. Há um post complementar bem interessante no Oficina de Estilo também.
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