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sábado, 12 de novembro de 2011
Guia não-oficial sobre o Rio de Janeiro
Foto: Google
Vinha reparando que vários blogs davam dicas sobre São Paulo, especialmente sobre compras no Bom Retiro, Nova York, Paris, mas quase nenhum falava do Rio de Janeiro. Resolvi então falar um pouquinho sobre a cidade. Até as Olimpíadas certamente irão despejar elogios sobre a Cidade Maravilhosa. Com isso, muito turista pode entrar pelo cano. Minha visão é certamente diferente da maioria, já que não sou a carioca tradicional. Não gosto de samba, calor, Carnaval e sou muito exigente com praias. Por isso afirmei no título que seria um guia não-oficial, um lado B, digamos assim.
Regiões da Cidade
Centro
Como em quase todo lugar, foi onde a cidade surgiu. Logo, é lá que você vai encontrar prédios históricos, museus e muita muvuca! Diferentemente de São Paulo, aqui no Rio o centro engloba tanto a parte histórica quanto sedes de empresa, escritórios, prefeitura, tribunais, etc. De uns anos para cá alguns escritórios foram para a Barra e alguns bairros da Zona Sul, mas a maioria ainda está no centro. É por isso que o trânsito é insuportável, todo mundo vai para o mesmo lugar e sai do mesmo lugar ao mesmo tempo. Atitude nada inteligente :P
É no centro que também estão localizados o Sambódromo (irc!), a Central do Brasil (sabe aquele filme?), a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont. Fazem parte da região central alguns bairros mega underground e esquisitos, como Saúde, Gamboa, Santo Cristo, não recomendo :P. A Prefeitura está querendo dar uma cara nova à região da Praça Mauá e do Cais do Porto, onde estão sendo realizados atualmente os desfiles do Fashion Rio. Acredito que queiram fazer tipo Puerto Madero, em Buenos Aires. Pois se eles conseguirem, vai demorar muito, aquilo ali é horrível, deserto e cheio de gente mal encarada. Não circule por lá. Ainda não.
Ainda tem a Lapa! É a zona boêmia, dos malandros e sambistas. Era cheia de prostitutas e mendigos. Ainda é um pouco, mas deu uma boa revitalizada. Apesar de ser reduto do samba, é um dos raros lugares da cidade, pasme, que dá para ouvir rock. No Rio, Rock e Blues. Não dê mole ao andar por lá à noite.
O que é legal no Centro? O Theatro Municipal, agora que acabaram de reformar, está lindíssimo! Fica numa praça vulgarmente conhecida como Cinelândia, pois existiam muitos cinemas ali antigamente. Entrou em decadência e é comum a circulação de mendigos e batedores de carteira. Preste atenção! Ali pertinho também tem o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Há exposições interessantes com frequência no Centro Cultural Banco do Brasil e Centro Cultural da Justiça Federal.
Há a famosa Confeitaria Colombo, centenária, lindíssima, mas com comidinhas mais ou menos. Nada de mais, sabe? Ela é bonitinha, mas ordinária. Ou melhor, lindíssima, mas ordinária. A igualmente centenária e igualmente ordinária Cavé, outra confeitaria, fica por perto. Mais centenários: Bar Luiz na Rua da Carioca (onde existem várias lojinhas de instrumentos musicais).
Ah, claro, o SAARA! É uma muvuquinha de ruelas, a maioria só de pedestres, com comércio popular. É a 25 de março carioca. A região foi, historicamente, formada por árabes e judeus que viviam na maior paz, mas hoje em dia, quase tudo pertence aos chineses :( É pra sair fuçando e se embrenhando nas lojas. Algumas que recomendo: Kacy (produtos bons de bijuteria para montar, serviço péssimo), Casa Azevedo (montagem de bijuterias), Casa das Essências, Reduto das Essências, Balisun (roupas indianas e de praia) na Rua Senhor dos Passos. Caçula (artesanato em geral), Altero (metais para bolsas, cintos, etc) e Mania de Beleza (cosméticos), na Rua Buenos Aires, Casa Pedro (especiarias).
Zona Sul
É a região nobre da cidade e onde você, provavelmente, vai se hospedar. Mas os bairros são bem diferenciados, dá para dividir a zona sul em duas ou três regiões distintas. A parte mais antiga é a formada pelos bairros Flamengo, Laranjeiras, Catete, Cosme Velho, Botafogo. Então geralmente a arquitetura é de prédios mais antigos e/ou decadentes, embora esteja acontecendo um boom imobiliário em Botafogo com prédios novos. Com a ascensão de Copacabana nos anos 50, (todo mundo queria morar lá, era o máximo) esses bairros foram ficando mais underground. Quem mora lá hoje é a classe média, alguns artistas do tipo não-Global e alternativos em geral. Ah, existem algumas mansões escondidas no Cosme Velho, então alguns ricos velhos ainda moram lá. É no Cosme Velho que se pega o bondinho para ir ao Cristo. Fora isso e alguns prédios históricos e museus, não é uma região muito turística. Em Botafogo existem bons shoppings, falo mais sobre eles depois. Santa Teresa, não sei ao certo se fica na região central ou na Zona Sul. Possui muitas construções históricas e um restaurante de alta gastronomia que dizem ser excelente, o Térèze. Mas desde pequena que eu sou ouço falar que quem vai lá tem 90% de chances de ser assaltado. Então eu não conheço. :/ Eu sei que ele é bem underground.
A parte mais badalada da cidade é a formada por Copacabana, Ipanema e Leblon. Copacabana é o caos!!! O bairro já teve sua fase áurea, mas hoje tá muito decadente. Tem gente demais, as ruas são empestiadas de camelôs, a orla é cheia de ambulantes enchendo o saco dos turistas (dá pena) tentando vender camisa da seleção e outros badulaques, há pedintes, de noite se vê muitas prostitutas circulando, inferninhos, shows de strip tease etc. Por isso não sugiro que se hospede por lá, a não ser que você tenha dinheiro para ficar no Copacabana Palace :P Também não quero dizer que você não deve ir à Copacabana. É interessante passar de carro pela orla, que é bonita ou até mesmo tomar um café na filial da Confeitaria Colombo que fica no Forte de Copacabana. A praia é muito muvucal, cheia de farofeiros (aka aquelas pessoas sem noção que berram, fazem escarcel, buraco na areia com canga em cima para alguém cair, "bife à milanesa", comem frango com farofa e maionese da areia, etc). Só gringo vai, não conheço ninguém que vá nessa praia. É lá que cafetões levam catálogos de prostitutas para os turistas encolherem quem vão pegar, :P. Exatamente por ser muvucal, Copacabana tem de tudo e é boa para compras, mas tem que ter paciência e pesquisar, não recomendo para quem visita o Rio pela primeira vez. O bairro é bem eclético, há ricos que moram na Avenida Atlântica, prostitutas que vivem em conjugados a poucos metros e muitos idosos (acredito que sejam os remanescentes da época áurea). Pensando bem, Copacabana é a cara do Rio!
Com o início da decadência de Copacabana, os ricos foram para Ipanema. Se eu fosse turista, me hospedaria nesse bairro. É bem mais tranquilo que Copacabana e possui um comércio muito bom ao longo da Rua Visconde de Pirajá, a principal de Ipanema. Se possível, ande à pé por ela e fuce as várias galerias que existem ao seu longo, como Ipanema 2000. Não vá de carro, os estacionamentos são caríssimos! A Rua Aníbal de Mendonça é gay friendly, inclusive a parte dela que dá na praia é onde os gays gostam de ficar, há várias bandeiras de arco-íris. Já a Garcia d'Ávila é meio metida à besta, com algumas grifes. É a Haddock Lobo carioca. Aliás, boa parte das pessoas de Ipanema é metidinha, meio bon chic bon genre, mas o bairro é agradável, de um modo geral. Alguns moradores e associação de bairro estavam reclamando horrores da estação de metrô que o governo quer colocar na praça N. S. da Paz, a mais central de Ipanema. O motivo obscuro é porque isso facilita que o povão do subúrbio invada a praia nos finais de semana, vejam só. A Feira Hippie que tem domingo na praça General Osório é tourist trap total, só tem uns cacarecos inúteis, tipo passarinho entalhado na pedra. Os pubs são bons (Shenanigans e Lord Jim), mas o público é quase todo de gringos. O posto 9 na praia é o mais famosinho, descolado e jubilado pela mídia. É porque é ali onde se puxa fumo. Isso eles não dizem, né? :P
Leblon era, até alguns anos o melhor bairro da cidade. Parecido com Ipanema, que ainda era o mais badalado, só que mais residencial, com cara de subúrbio de antigamente, no bom sentido, de modo que se conhecia o padeiro, o gerente do supermercado, etc. Depois das novelas de Manoel Carlos, ficou hype e foi o fim. Virou bairro de pseudo intelectuais, pseudo celebridades e outros pseudos. O ambiente hoje é mais insuportável que de Ipanema, todo mundo quer ir para lá para aparecer. Quer ver Global? Vá para a Rua Dias Ferreira comer no Sushi Leblon ou no Celeiro. O preço dos imóveis está surreal (o da cidade toda, mas no Leblon mais ainda) o que leva a algumas lojas fecharem as portas de descaracterizar o bairro. Não vá à praia lá, é poluída. Os edifícios jogam esgoto sem tratamento, na surdina, no canal na Visconde de Albuquerque, que dá direto na praia, ali perto do Mirante, na subida da Niemeyer. O que aproveitar? Restaurantes Zuka (também tem no Barrashopping), Nam Thai, Casa do Alemão (também tem na Barra, o sanduíche de lombinho, croquete de carne e mil folhas são imperdíveis!) e bolinho de camarão com Catupiry do Bracarense.
Outros bairros legais da Zona Sul são a Lagoa, onde fica a lagoa Rodrigo de Freitas, o Jardim Botânico e a Gávea. É legal dar uma volta na lagoa se estiver sol, mas não mergulhe nela, é poluída. O Jardim Botânico, como o nome indica, é o bairro onde tem o Jardim Botânico. Vale a pena, é bem agradável. Na Gávea, na parte que fica perto do Jóquei, chamada de Baixo Gávea, existem alguns botecos badalados. Mas o clima não me agrada, as pessoas vão só para beberem cerveja e se mostrarem, principalmente. Aquela balela de ver e ser visto, aff. Muitas pessoas gostam de subir a Pedra da Gávea para apreciar a vista e/ou pular de asa delta. Para fazer a trilha tem que ter preparo físico, não é fácil. São Conrado é o corredor que liga a Zona Sul à Barra. Lá tem, basicamente, a favela da Rocinha, alguns prédios e casas de classes média-alta e alta, 2 campos de golfe e o Fashion Mall. Só. Ah, a praia também é poluída.
Zona Norte
É composta de bairros tradicionais como Andaraí, Grajaú, Vila Isabel, São Cristóvão e Tijuca. A região foi um antigo reduto de sambistas, Noel Rosa morava em Vila Isabel, por exemplo. O Maracanã fica no bairro de mesmo nome. Nem sei se, a rigor, Maracanã é bairro mesmo, tá mais para Vila Isabel. Fora Maracanã e o Jardim Zoológico, que fica na Quinta da Boa Vista, não há nada de muito turístico. Muito cuidado na Quinta, lá é ótimo para ser assaltado! A Tijuca, assim como Copacabana, é um bairro com muitas opções de compras, tem de tudo, mas também não recomendo numa primeira visita à cidade. Também é muvucal. :P Em São Cristóvão, no Campo de São Cristóvão, tem a Feira dos Nordestinos. Achei que fosse como a Feira da Providência, com barraquinhas dos estados. Não se engane, é uma confusão, calor danado, só toca forró o tempo todo. Não gostei :P
Zona Oeste
A cidade cresce para a Zona Oeste. Talvez seja a região mais diferenciada da cidade. Composta por Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá, Vargens Grande e Pequena, Pedra, Ilha e Praia de Guaratiba, Campo Grande e Santa Cruz. Eu dividiria em Barra/Recreio, Jacarepaguá é um caso à parte, Guaratiba, Vargens e Campo Grande/Sta. Cruz.
A Barra lembra muito Orlando, na Florida. Os mais saudosistas falam muito mal do bairro dizendo que é americanizado e tudo escrito em inglês. Tem até estátua da Liberdade no shopping New York City Center, hahaha. Lá tudo é grande e espaçoso e, quase sempre, você vai precisar de carro para se deslocar. Mas em compensação há estacionamento nos locais, diferentemente dos demais bairros da cidade. Quase todos os supermercados e lojas possuem filial na Barra. Os empresários costumam dividir a cidade em duas: Zona Sul e Barra. É um lugar ótimo para compras, pois possui vários shoppings bons. A praia costumava ser a melhor e mais limpa, mas já não sei se continua assim. No Pepê é poluída e no posto 8 tem farofada. Os moradores são, em geral, de classes média, média-alta e alta, jogadores de futebol (porque lá é um dos poucos lugares da cidade onde dá para morar em casa com churrasqueira) e emergentes, sendo que alguns acham que são os reis da cocada preta, só porque estão com dinheiro :P
O Recreio é como uma Barra em construção e mais feia. Não vale a pena ir lá. A praia deve ser a mais farofa de todas. Ah, uma praia boa é a da Reserva, entre a Barra e Recreio. Não há prédios porque há, como o nome sugere, uma reserva ambiental.
Depois do Recreio é onde ficam as praias mais limpas da cidade, como Prainha e Grumari. São as preferidas dos surfistas, em razão das ondas. Na região de Guaratiba há bons restaurantes, normalmente com nomes de tias, Tia Palmira, Tia Penha, etc. São lugares mais rústicos e afastados.
Nas Vargens Grande e Pequena ainda há alguns sítios e chácaras, mas como a cidade já não tem mais para onde crescer, já estão ficando urbanizadas. É também região de restaurantes bons.
Jacarepaguá é enorme e nada turístico. Possui áreas tipo sítio e outras muvucais. É lá onde ficam o Rio Centro, em que ocorrem diversos eventos, como Bienal do Livro, Feira da Providência, etc, Autódromo, Cidade do Rock (onde foi o Rock in Rio) e Arena HSBC. Donos de empreiteiras têm mania de dizer que ali é Barra porque estão construindo diversos imóveis na região. Não se confunda, ali é Jacarepaguá e é mais perto do Recreio que da Barra.
Campo Grande e Santa Cruz são bairros caóticos, bem pobres, de milícias. :(
Subúrbio
Sabe aquele programa A Grande Família? Ele dá uma ideia do que seja o subúrbio. Moram lá classes média e média-baixa. Alguns bairros: Méier, Cachambi, Piedade, Cascadura, Madureira, etc. O estádio do Engenhão fica lá, mas não tenho certeza do bairro, porque são 3 engenhos: Novo, de Dentro e da Rainha :P. No bairro do encantado fica o Rei do Bacalhau, ótimo restaurante português, com o melhor bolinho de bacalhau que já provei. É pertinho do Engenhão, uma boa esticada no caso de ir ver algum jogo ou show por lá.
Shoppings
Rio Sul
É um bom shopping, um dos mais antigos e completo. Tem de tudo, de lojas mais chiques a mais populares. Alguns andares são meio claustrofóbicos, com piso baixo e o estacionamento está quase sempre cheio.
Rio Plaza Shopping
Fica em frente ao Rio Sul, e tem, basicamente, restaurantes como Outback, Gula Gula, Joe & Leo's, etc. Ficam lotados dia de semana na hora do rush, o pessoal daído do Centro para alí para fazer hora e esperar diminuir o trânsito.
Botafogo Praia Shopping
Vulgo "escada shopping". É bem chatinho de circular, pois alguns andares são bem curtos e você tem que ficar pegando trocentas escadas rolantes para ver o resto nos andares superiores. Não tem nada de especial, com exceção da vista para a praia de Botafogo, em que se pode ver o bondinho do Pão de Açúcar.
Shopping Leblon
É bem fresco, não gosto do ambiente. Possui algumas lojas chiques, como a Chanel de cosméticos. Abrange o Teatro Casa Grande.
Rio Design Leblon
É menor que o Shopping Leblon e fica quase em frente. Antigamente era um shopping só de decoração, bem mais interessante, diga-se de passagem. O ambiente é bem melhor que o do vizinho e é meio que uma complementação dele, com lojas que não estão lá.
Shopping da Gávea
Adoro! É bem charmoso. Possui alguns dos melhores teatros da cidade. Lojinhas imperdíveis para crianças (e alguns adultos também): Malasartes, uma livraria só para elas, em que elas podem ler e mexer à vontade; Enfim Enfant, loja de brinquedos artesanais, com tudo de madeirinha, casinha de bonecas, carrinhos, etc.
Fashion Mall
Outro shopping fresco. O bom é que ele é vazio, ótimo para passear no domingo. É onde tem a única filial da Livraria Cultura no Rio.
Barrashopping
É o melhor shopping para compras. Se parece com o Rio Sul. Um corredor o liga ao New York City Center, que era um shoppingzinho mais de entretenimento e restaurantes, mas ficou descaracterizado.
Downtown
É aberto e lembra um pouco o formato americano de outlets, embora não seja um. Possui pontas de estoque da Totem, Salinas e Ateen. Adoro as primeiras, mas não vejo nada de mais na última. Tem quem goste.
Città America
Fica do lado do Downtown, tem ligação que dá para ir à pé. Quase todas as lojas estão vazias, mas tem a Delishoes, uma das melhores lojas de sapatos, com a rebarba do que é exportado das fábricas do Sul. É lá também que fica o Hard Rock Café, que é uma bomba, não sei como ainda não fechou. Não toca rock, só funk e hip hop. Eu, hein?
Via Parque
Ótimo para crianças! Parte de um andar é só de lojas para elas, brinquedos, roupas e móveis. Tem área para elas brincarem também.
Rio Design Barra
É chique, mas não é fresco! A frequência é bem melhor que do Shopping Leblon e Fashion Mall, é vazio também, embora menos, possui ótimos restaurantes no último andar.
Nova América
Bom shopping, possui várias pontas de estoque. Fica em Del Castilho, perto da Linha Amarela, no Subúrbio. Dá para chegar de metrô.
Dicas gerais:
- Você certamente vai ver alguma favela. Não se assuste. Elas estão por toda a parte, já que a cidade é cercada de morros e em quase todos os morros há favelas. Só de vez em quando ocorrem aquelas coisas que se lê no noticiário de os traficantes saírem em bando pelas ruas atirando, fechando as lojas... É só não chegar perto e não andar por alí à noite.
- Carioca, de um modo geral, é safo. Você não precisa ficar decorando as linhas de ônibus, de metrô, etc para se localizar. As pessoas costumam saber onde ficam os lugares, é só perguntar. Ah, recomendo que decore o Google Maps, no caso de andar de táxi, para o motorista não te dar uma volta. Carioca é malandro, para o bem e para o mal.
- O calor é quase insuportável, mas, felizmente, há ar condicionado em toda a parte! É requisito essencial, não há como sobreviver no Rio sem ar condicionado. Você não precisa implorar pro motorista de táxi ligar o ar, como acontece em São Paulo e Porto Alegre (como eles conseguem ?!?!?!). Provavelmente o ar já vai estar ligado.
- Carioca é despojado, ninguém gosta de se arrumar. As mulheres, em geral, não andam maquiadas, no máximo um batom. De roupa, um jeans e uma blusa fresca. Acho que é por causa do calor. Então não se preocupe quando for arrumar a mala, aqui todo mundo é jogado mesmo, cuidado para não ficar overdressed e geral ficar te olhando. Eu sou exceção, eu me arrumo e pareço ET :P
Ufa! Certamente estou esquecendo de muitas coisas, podem me perguntar no caso de dúvidas!
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Calçados para bater perna
Mulher que mora no Rio de Janeiro e tem que andar pelo centro da cidade sofre. Aquelas pedras portuguesas mal colocadas e sem manutenção estragam completamente os sapatos e você ainda corre o risco de torcer o pé. Como geralmente quem anda pelo Centro está com pressa, resolvi selecionar alguns tipos de calçados mais adequados para bater perna, que servem tanto para o Centro como para viagens e passear em locais muvucais, como 25 de março e Saara.
O ideal é que as solas sejam de borracha, pois são mais macias, logo, mais confortáveis. As sandálias merecem tiras mais grossas para não arrebentar nem machucar os pés. Cuidado com rasteiras, algumas machucam muito. O modelinho preto da Mr. Cat aí de baixo tem um salto considerado ideal, tanto em espessura quanto em altura. As Melissas também requerem atenção extra. Umas são super confortáveis, outras cortam o pé todo. Ah, Centro em dias de chuva só galocha, para não correr risco de pegar hepatite e leptospirose, dentre outras doenças. Eu nunca arrisco, especialmente na Rua da Assembleia, que é praticamente esgoto a céu aberto :P.
Aproveitei para selecionar alguns para o frio, imagino que seja dica mais útil para viagens ou para quem mora no sul ou em São Paulo. Quando estive em NY estava bastante frio e eu ia andar bastante. Escolhi levar um tênis de ginástica, um Mizuno Wave. Me arrependi amargamente. Ele é todo furadinho para deixar o pé respirar, então morri de frio! Levei também uma bora com saltinho, que aqui, andando pouco, é confortável, mas lá quase me matou. Diante disso cheguei a conclusão que o melhor são tênis fechados, especialmente de cano longo e botas com solado de borracha. Ficam super charmosas com polainas dentro, vedando o espaço entre a perna e a bota, para não entrar vento gelado.
Pesquisando achei uma marca estrangeira legal, a Palladium, que vende botas nesse estilo. Ela começou fabricando pneus para a indústria aeronáutica, depois fez botas para a Legião Estrangeira. Então tinham que ser confortáveis. A New Order foi uma marca que me surpreendeu. Quando passava pela vitrine achava tudo caro demais para o que era, mas amei esses tênis com velcro! A Sketchers costuma ter muitas botinhas confortáveis, mas nunca vi pra vender aqui no Brasil, os tênis tipo de ginástica. Nessa época do ano acho mais difícil encontrar esses calçados, qualquer coisa sempre se acha um All Starzinho. ;)
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Galeria Ouro Fino
Sempre quando leio revistas nacionais e vejo alguma coisa interessante, procuro ver de onde é. Em boa parte das vezes o produto é de alguma loja de São Paulo :(. Sendo assim, gravo o nome da loja para quando for viajar. Como estive recentemente em SP, fui caçar as tais lojinhas. Para minha surpresa, quase todas ficam na Galeria Ouro Fino.
Eu já tinha ouvido falar muito nessa galeria, mas nunca fui, com medo de achar fãs do Restart por lá, porque sempre me pareceu ser point de hipsters e emos :P. Ainda bem que fui, pois lá se encontra várias lojinhas sobre rock (não, Restart não é rock :P) e produtinhos com inspiração retrô em geral, especialmente dos anos 40 e 50.
Uma delas eu não tinha visto em revista, mas é uma das minhas preferidas. Trata-se da Fock, que vende especialmente camisetas de rock. A malha é de excelente qualidade. Comprei uma dos Ramones naquela estampa clássica, só que estonada e com manguinha princesa, para dar uma quebrada no look punk. O site está em construção, mas dá para ver alguns modelos aqui. Cada uma custa cerca de R$ 79. As masculinas estavam em promoção pela metade do preço. Sim, há femininhas justinhas, baby look.
A mais conhecida deve ser a Virgin Again, que vende bijuterias e algumas roupas e acessórios. Eu queria um pingente de coelhinho, não tinha, mas comprei um anel que tem um pingente dependurado. Muito fofo! Já li por aí que dá para encontrar várias das bijuterias com preço bem melhor na 25 de março, mas não tive tempo de fuçar. Tinha muita coisa de caveira, não sou muito chegada, mas sei que tem muita gente que gosta. Eu gostei bastante da loja, fui muito bem atendida. Aliás, também fui muito bem tratada na Fock.
Já que falei em coelhinho, não poderia deixar de ir numa loja com nome de Coelhoshow. Aqui o foco é em vestidinhos retrô. Comprei uma capinha de chave em formato de coelhinho linda! R$ 5,00.
Ainda na temática retrô, tem a Cherry Pie.
Outro destaque é certamente a Rocambole, lojinha com artigos de decoração. A Marcela falou dela e colocou várias fotos aqui.
Voltarei na Ouro Fino sempre agora!
Galeria Ouro Fino
Rua: Augusta, 2690
Jardins
São Paulo -SP
Rua: Augusta, 2690
Jardins
São Paulo -SP
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sábado, 5 de novembro de 2011
Lojinha de produtos andinos
Estava fuçando na internet e me deparei com uma lojinha super interessante. Ela se chama Mamakolla e vende todo o tipo de produtos com inspiração dos indígenas habitantes de uma região que pega parte da Argentina e da Bolívia. Mamakolla é como se chama aquela mulher que carrega seu filho num pedaço de pano, o famoso baby sling, que tá na modinha.
O site é argentino, mas entrega no Brasil. Os produtos são super coloridos e parecem ser de qualidade. Vi que eles têm pra vender polainas de Alpaca. Comprei uma numa lojinha chamada América, que vende produtos de toda a América espanhola. Fica no Paseo La Plaza, em Buenos Aires. É uma delícia, a coisa mais macia do mundo!
Em Palermo Soho existe uma loja que vende algumas coisas em awayo também, que é como se chama esse tecido colorido. É a Huija. Não conheço, mas já anotei o endereço. Fiquei com mais vontade de visitar esses países que a gente não dá muita bola. Eles normalmente surpreendem.
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Feirinha do Shopping Center 3
Descobri essa feirinha por acaso ao passear pela Avenida Paulista num domingo no ano passado. Estive lá, recentemente, também por acaso, e fiquei muito contente com a minha sorte. É a "Como assim?" uma feirinha de artesanato muito simpática que acontece todo domingo no Shopping Center 3, em São Paulo. Ela lembra um pouco a feirinha de Teresópolis, com peças de crochê, algumas coisas de casa, bonecas, etc, mas tem um lado alternativinho muito interessante também, de modo que tem espaço para todo mundo lá, desde a vovó até as criancinhas.
Infelizmente eu estava com pressa e não tirei fotos, mas indico 2 das barraquinhas que achei mais legais. Uma é a das camisetas Bendita Augusta. Ela vende aquelas camisetas engraçadinhas, tipo as da Q-Vizu, mas pela metade do preço. Comprei essa aqui dos Beatles:
Outra loja que adorei é a das bolsas Zaq. São bolsas em couro sintético em estilo retrô muito fofas e bem acabadas e lembram muito aquelas maletas que as aeromoças dos anos 60 usavam. A marca tem lojinha no Facebook. Queria levar uma de cada :P, mas resolvi trazer essa:
Aliás, existe um site que vende produtos da finada Pan Am. Deve estar bombando com o novo seriado homônimo recém-estreado nos Estados Unidos. Taí o revival retrô que mencionei. ;)
Tenho gostado muito de descobrir essas lojinhas de artesãos e novos estilistas, pois as peças costumam ser super criativas, com preço bom, poucas unidades, de modo que acabam sendo quase exclusivas e sem aquelas problemáticas trabalhistas e ambientais. Muito melhor que fast fashion! Li em algum lugar que vai voltar a ter aqui no Rio a Babilônia Feira Hype, que revelou Farm, Espaço Fashion e Via Mia. Para ficar de olho. ;)
Como assim? - Shopping Center 3. Av. Paulista, 2064 - das 10h às 22h
http://www.feiracomoassim.com.br/
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sábado, 22 de outubro de 2011
Abriu Mamuschka na Recoleta!
Quem já esteve em Bariloche conhece essa lojinha super fofa de chocolates, que tem como marca registrada as matrioskas, aquelas bonequinhas russas. Já existia uma loja em Buenos Aires, na Sucre 2478 (entre Av Cabildo e Ciudad de la paz), só que esse endereço é super contra-mão. A boa notícia é que acabou de abrir uma filial no Recoleta Mall, shopping recém inaugurado no bairro de mesmo nome. É bem em frente ao cemitério. Nesse shopping ainda tem ótimas lojas de marcas argentinas como Prüne, XL Extralarge e Kosiuko, bem como uma iogurteria da La Serenísima. Vale a pena dar uma visitinha.
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quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Nécessaire de viagem
A maioria das mulheres que conheço nem se preocupa em levar maquiagem para viajar, pois acha que vai perder tempo se arrumando e viagem é para aproveitar. Por isso mesmo que eu escolho poucos produtos que sejam simples e fáceis de aplicar, não se perde mais do que 5 minutos. Considerando que você provavelmente vai bater perna o dia todo, dormir pouco e ficar bem cansada, não vai querer parecer acabada nas fotos, né? A seguir, algumas dicas.
Na verdade eu nem uso sombra de dia, isso aqui é para o caso de sair à noite. Eu prefiro levar sombras em creme, pois as em pó podem quebrar e sujar tudo, além de dispensarem primer e pincel. São bem mais práticas, você não vai querer perder tempo se arrumando. Geralmente levo uma só, de cor neutra, como marrom ou taupe. Não conheço nenhuma sombra em creme nacional decente, que não acumule nas dobras e dure o dia todo, infelizmente. Para quem faz questão de pincel, segue a dica do pincel com módulos da Sephora, são vários pincéis para olhos em um.
Paint Pot, MAC - R$ 83 / US$ 17,50
Creaseless Cream, Benefit - US$ 19
Aqua Cream, Make Up Forever - US$ 22
Pincel em módulos destacáveis, Sephora - US$ 10
Aqui sigo a mesma linha de raciocínio da maquiagem para os olhos: produtos em creme/gel, que não correm o risco de quebrarem. Esses são multiuso, dá para usar como blush e batom, que vão combinar sempre. Ocupam menos espaço na nécessaire. O legal é escolher numa cor neutra, que combine com tudo, como o vermelho-rosado, que dá aquela cara de saúde, ou um rosa com fundo marrom.
Lip and Cheek Stain, The Body Shop - US$ 14
Cheek Stain, Tarte - US$ 30
Pot Rouge for Lips and Cheeks, Bobbi Brown - US$ 24
Lápis duo batom e blush, Natura - R$ 10
Cranberry Glow Lip and Cheek Stain, 100% Pure - US$ 15
Em vez de levar protetor solar, hidratante, base, primer, etc, melhor escolher um produto que faça tudo ao mesmo tempo, como hidratante com cor, protetor com cor ou BB cream. Você acaricia vários coelhinhos com uma mão só ;)
Watermelon Lightweight Tinted Moisturizer, Korres - US$ 28
Tinted Moisturizer, Bobbi Brown - US$ 40
Age Defense BB Cream, Clinique - US$ 38
Filtro Solar Fluid Tonalizante, Adcos - R$ 62
Super + BB Cream, Skin 79 - US$ 28
Super + BB Cream, Skin 79 - US$ 28
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Revistas Locais
Uma das melhores maneiras de se fazer boas compras no exterior, além de bater muita perna é, certamente, através das dicas de revistas locais. Nada de Vogue, Harper's Bazaar, essas só vão falar das marcas caras internacionais. A dica para um grande achado vai estar, mais provavelmente, numa revista que trate da moda local.
Na Argentina recomendo a Catalogue (trimestral, com guia de compras), excelente dica que eu peguei com a Marcela e a Para ti. Achei a Elle de lá meio fraca, a Para ti é uma revista bastante antiga e tradicional, com bastante conteúdo.
A Elle brasileira deste mês veio com um guia de compras bem legal sobre o Rio de Janeiro, ótimo para quem planeja viagem para cá. Minhas lojas preferidas, Totem e Farm, estão incluídas, mas peguei uma boa dica sobre o Atelier Ballerina, que produz sapatos sob medida, que ficam prontos em 15 dias. Não deve ser barato, mas quando eu me animar dou uma de shoe designer :P
P.S.: Debora, vc tem alguma dica de revista americana menos mainstream?
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